Resenha de Livro: Never Sky - Veronica Rossi

2 comentário(s)
Título: Never Sky
Título Original: Under Never Sky
Autor: Veronica Rossi
ISBN: 978-85-65588-07-2
Páginas: 320
Ano: 2013
Editora: Prumo
Preço: 29,90
Avaliação:


Desde que fora forçada a viver entre os Selvagens, Ária sobreviveu a uma tempestade de Éter, quase teve o pescoço cortado por um canibal, e viu homens sendo trucidados. Mas o pior ainda estava por vir... Banida de seu lar, a cidade encapsulada de Quimera, Ária sabe que suas chances de sobrevivência no mundo além das paredes dos núcleos são ínfimas. Se os canibais não a matarem, as violentas tempestades elétricas certamente o farão. Até mesmo o ar que ela respira pode ser letal. Quando Ária se depara com Perry, o Forasteiro responsável por seu exílio, todos os seus medos são confirmados: ele é um bárbaro violento. É também sua única chance de continuar viva. Perry é um exímio caçador, em um território impiedoso, e vê Ária como uma menina mimada e frágil – tudo o que se poderia esperar de uma Ocupante. Mas ele também precisa da ajuda dela, somente Ária tem a chave de sua redenção. Opostos em praticamente tudo, Ária e Perry precisam tolerar a existência um do outro para alcançar seus objetivos. A aliança pouco provável entre os dois acabará por forjar uma ligação que selará o destino de todos os que vivem sob o céu do nunca. Primeiro livro de uma eletrizante trilogia ambientada em um futuro imaginado, mas assustadoramente possível, “Never Sky: Sob o Céu do Nunca” chega ao Brasil rodeado de grande expectativa por parte dos fãs de distopias. Em um cenário pós-apocalíptico, a população do planeta se dividiu entre aqueles que conseguiram esconder-se em cidades encapsuladas, conhecidas como núcleos, e as que sobreviveram nas áreas externas, mas tornaram-se primitivas. Através de um dispositivo eletrônico, os habitantes dos núcleos podem frequentar diferentes Reinos, cópias virtuais e multidimensionais do mundo que elas deixaram para trás. Neles se pode fazer qualquer coisa, ser qualquer pessoa, sem consequências no mundo real. Mundos sem dor, sem medo. As palavras dor e medo, porém, fazem parte do vocabulário cotidiano dos que vivem além das paredes dos núcleos. A escritora Veronica Rossi se utiliza da oposição dessas duas sociedades para pensar o poder da tecnologia, seus benefícios, malefícios e alienação que pode provocar nas pessoas.

Uma mistura ácida das primeiras distopias com a ambientação das atuais


Mas uma vez uma distopia, e mais uma vez me pergunto qual caminho a sociedade atual irá seguir. O futuro nunca foi tão aclamado principalmente por leitores ávidos desde as explosões das distopias que chegam para nos apresentar aonde os sentimentos primitivos do ser humano poderão conduzir os seres humanos. Never Sky foi lançado recentemente, bem depois das grandes obras do gênero, porém devo dizer que isso não a fez brilhar mesmo ou ser uma mera cópia, ao contrário, a obra pareceu ser uma evolução frente todas as outras.


Na narrativa somos apresentados a um planeta que foi devastado pelo éter. As pessoas então vivem em cúpulas para se protegerem das intensas e frequentes tempestades de éter que despencam dos céus, dos canibais e selvagens que vivem no lado de fora e de outros perigos que podem ser encontrados em um exterior devastado. No meio dessa ambientação temos Ária, uma garota que estava no lugar errado, na hora erra e principalmente, vendo a coisa errada. Graças a isso, acaba sendo banida do seu lar e sendo lançada a  sorte quando é abandonada do lado de fora da cúpula em que sempre viveu estando exposta a coisas que ela nem imagina que existem.

Aliada a narrativa da Aria está a narrative de Peregrine, ou Perry, como o chamam. Ele tem uma idade próxima a de Arya e passou sua vida fora da segurança das redomas anti éter, o que o classifica como um selvagem. Juntamente com o seu irmão, Perry chefia um grupo de pessoas que vivem expostos aos perigos do éter e de outros selvagens no meio externo das cúpulas. Em meio a um problema na sua tribo, seu caminho acaba vindo a se cruzar com o de Arya. Desse modo, acabamos tendo durante a história a visão de duas pessoas vivendo os opostos nessa sociedade distópica.

Por conta do éter e as transformações por ele gerado na superfície terrestre, algumas pessoas que vivem no exterior das cúpulas acabaram adquirindo mutações em seus corpos que vieram a desenvolver melhor do que o normal as habilidades dessas pessoas, como uma visão de extremo alcance, olfato muito sensível e audição extremamente apurada.

A obra é extremamente ácida. Veronica Rossi não poupa detalhes sangrentos, e demora um certo tempo para acrescentar um pouco de açúcar a obra com um romance. Existe todo um mistério em volta da mãe de Arya que logo no início do livro sai da cúpula para trabalhar como médica e acaba não voltando no prazo estabelecido e fica sem entrar em contato.

Never Sky traz em suas páginas um ambiente devastado, onde o homem para de sofrer nas mãos da natureza e o processo inverso passa a acontecer. Com personagens cativantes, uma boa narrativa e um ambiente muito bem pensado e elaborado, esta torna-se sem dúvidas, uma das melhores distopias já lançadas.

2 comentários:

Caique Fortunato disse...

Gostei da resenha e de conhecer o livro. Curti principalmente da parte em que vc disse que a autora não poupa detalhes sangrentos haha. Parece ser uma boa distopia, deu vontade de ler..

Abraços
www.entrepaginasdelivros.com/

Miguel Pestana disse...

olá. Parabens pelo blog. está excelente.

Boas leituras.

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Manuseador da pena

Juan Silva, 16 anos, Carioca e Sagitariano. 3º ano e estudante do curso técnico de química. Não vivo sem bons livros, séries e filmes. De vez em quando, um café gelado sempre é bem vindo. {mais?}

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